O dia que quase renasci… O dia em que pude lhe beijar, o dia que pude lhe amar, o dia que pude acreditar no amor, o dia que pude acreditar que era amada. O dia que faleci… O dia em que percebi que amor não é eterno, o dia que percebi que os momentos não passaram de ilusão. Agora sou sombra minha que vaga pela vida tentando viver, tentando encontrar um lugar para depositar o amor que ainda existe, que fere, agride, corta e maltrata… Amor virou dor, virou passado que não sai do presente, virou desilusão. O relógio marca 14h e o tempo ainda não passou nas horas que vagaram nos intervalos aonde tentava te esquecer e só fazia te lembrar, mais me sinto bem por saber que as lágrimas já se secaram, que o aperto do peito se foi, hoje só restou essa desolação na minha mente que faz meus olhos rebaixarem e minha cabeça se encurvar diante do espetáculo de decepções que se transformou o “nosso” o “nós” dois. Você ainda está aqui, no coração e na cabeça que não sabem como te esquecer, você ainda está aqui nas duvidas de se foi realmente amor ou apenas ilusão, você ainda está aqui nas perguntas de somos amigos ou oque agora? Talvez desconhecidos? Ou será que eu realmente nunca te conheci? E no meio de suas várias faces me perdi em uma, me encontrei em outra, odiei uma, amei outra e por ti pude sentir todas as sensações e ter todos os sentimentos, você foi o baú de minhas loucuras, medos e sonhos, depositei-me em ti e me encontrei vazia e agora com sua partida devo me reconstruir. Você foi extraviado para outro planeta, constelação, mais as estrelas a noite ainda teimam em te desenhar, a lua teima em me trazer seus olhos e o vento insiste em me perfumar com esse toque de nostalgia falsa, pois foi mentira, tudo não passou de uma enorme mentira. Sigo querendo viver, vivo querendo te esquecer, e lamento por ainda amar você.
- Andressa (petalas-de-outrora)